“Dádiva abençoada entre os montes, onde os sábios repousam suas mentes, sonham, curtem e escrevem suas fontes". Concebida num pequeno vale ao sopé da Serra de São José, onde a música, a natureza e os homens convivem em harmonia. A origem de Prados remonta à descoberta de ouro no vale do Rio das Mortes, mesma causa de ocupação de São João del-Rei e Tiradentes. Prados cresceu entre jazidas do tão precioso metal, que os bandeirantes buscavam no interior das Minas Gerais. 

 

Nos séculos XVIII e XIX, as ladeiras e ruas estreitas dessa pequena cidade eram iluminadas pelos antigos lampiões, assim como os interiores dos casarões coloniais. Não há como negar que, apesar das dificuldades da época, o cenário urbano ganhava uma atmosfera ainda mais envolvente com as luzes esparsas e naturais. Atualmente, o panorama não se assemelha a esses tempos antigos.

Apesar de não manter aquela atmosfera dos tempos remotos, Prados ainda preserva um belo conjunto arquitetônico. Construídos em suas estreitas, íngremes e sinuosas ruas, a maior parte está situada entre a Matriz de N. Senhora da Conceição e a Capela de N. Senhora do Rosário do Pretos.

Merecem destaque o prédio do Fórum; prédio do antigo Ginásio São José que hoje abriga a Câmara Municipal; o casarão da Selaria Estrela, onde se produzia artefatos de couro e que hoje se encontra em processo de restauração emergencial; a casa do Sô Mamede, uma das mais antigas da cidade, datada de antes de 1788, o sobrado da família Chagas, o casarão da Hipólita (antiga Casa da Câmara), que mandou construí-lo ao lado da Matriz de Nossa Senhora da Conceição com o propósito de assistir a todas às celebrações religiosas ocorridas ali; e outros belos casarões que fazem parte da história do desenvolvimento da cidade.

Prados ainda conta com algumas fazendas datadas do século XVIII, como a do Coqueiro, a 2 km do centro da cidade; a Fazenda da Boa Vista, situada ao pé da Serra de São José, a 4 km do centro, a Fazenda do Pinhão e as

ruínas da Fazenda Ponta do Morro, fazenda mais rica da Comarca do Rio das Mortes, importante ponto de encontro na época da Inconfidência Mineira, pertenceu ao Inconfidente Cel. Antônio Francisco de Oliveira Lopes e sua esposa Hipólita Jacinta F. Melo, localizada no sopé da Serra de São José.

Arquitetura Religiosa

Natureza

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